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sábado, 13 de outubro de 2012

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Crítica da Kogut: 'Guerra dos sexos não escapa do anacronismo"





Segundo a Jornalista Patrícia Kogut, do O Globo, "Guerra dos Sexos" é inferior à "Cheias de Charme". Confira a crítica da jornalista à novela de Silvio de Abreu.

"O capítulo final de “América”, novela de 2005 de Gloria Perez, foi marcado pela discussão em torno do beijo gay entre os personagens de Bruno Gagliasso e Erom Cordeiro. De lá para cá, vimos dois homens se beijando mais de uma vez na TV, até mesmo em “Brothers & sisters”, série, como o nome indica, mais família impossível, espécie de “Os Waltons” ou de “Família dó-ré-mi” dos dias de hoje. Em “Avenida Brasil”, acompanhamos a construção, e posterior desmanche, de um casal de três — uma menina e dois meninos.
Por essa e outras, “Guerra dos sexos”, ao opor homens e mulheres, transita num fio de credibilidade muito frágil. Nenhum dos inúmeros embates entre machos e fêmeas do remake escapa do anacronismo. Um exemplo: Charlô (Irene Ravache) caiu de paraquedas no campo de golfe onde estavam Otávio (Tony Ramos) e Olívia (Marilu Bueno) e eles entabularam uma discussão comprida. Os atores são ótimos, mas a blague era construída em torno das colisões entre machismo e feminismo e não teve fôlego. Quando a sequência se encerrou com a empregada caindo desmaiada, a frase final, de Otávio, “se fosse um homem estaria de pé”, não fez sentido. Afinal, Charlô é mulher, e, mais do que “em pé”, estava nos ares, pilotando um avião, e ninguém estranhou. Ao contar com uma personagem mulher paramentada como piloto de aviões, a novela emite um signo de libertação feminina; assim, tenta escapar da própria armadilha. Mas, é inexorável, acaba caindo nela de novo.
“Guerra dos sexos” amarga ainda a comparação inevitável com “Cheias de charme”, sua antecessora. Naquela história, três moças de hoje, trabalhadoras e valorosas, puxavam uma trama moderna. Isso porque ela não apenas refletia o comportamento da maioria da população feminina, mas dava o pulo do gato em direção à internet e ao cruzamento de mídias. Diante disso, “Guerra dos sexos” é um retrocesso.

Informações exatraídas do site O Globo, Patrícia Kogut.


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